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Pr. Almir Marcolino

Meditações de um Peregrino
Meditações e ensaios sobre Deus e sua revelação para nossas vidas.

  • O jejum e a Glória de Deus - 4ª mensagem

    "Meu alvo é alcançar minha independência" Esta é uma frase comum e aceita como correta e natural. Entendemos que a felicidade está em sermos autônomos, livres e independentes de qualquer um. Mas a verdade é que somos dependentes, e como somos! E somos dependentes naquilo que é mais básico e imprescindível para nossa existência: vida, respiração, etc.

    Isto é duro de ser aceito e assumido. Mas, a felicidade depende de aceitarmos e vivermos a verdade de que somos dependentes de Deus. Uma das maneiras de nos lembrarmos desta verdade e também de a manifestarmos é o jejum.

    O próprio Senhor Jesus, durante sua encarnação, manifestou sua dependência do Pai através do jejum. Clique no link a seguir e escute a mensagem O JEJUM E A GLÓRIA DE DEUS 4:

    http://ww.4shared.com/dir/16177118/dda5c17d/sharing.html




  • SOU CRENTE! E AGORA?

    Sou crente! E agora?” Este foi o tema que os jovens da Igreja onde sirvo como pastor escolheram para o 17º Encontro Bíblico de Jovens e Adolescentes. O tema é composto por uma afirmação e uma pergunta. A afirmação é resultado de uma decisão: a pessoa tornou-se crente, mudou do estado da incredulidade para o da fé. E a pergunta é a indagação de como deve ser este novo estado, como ela deve se comportar, e o que esperar desta nova situação. O tema poderia ser resumido numa nova pergunta: O que significa ser crente?

    A palavra “crente” adjetiva alguém que crê, uma pessoa que tem uma crença. Assim todas as pessoas são crentes. Pois todos crêem em algo. Mesmo aquele que se diz ateu tem uma crença: a fé na não existência de Deus.

    Mas no sentido do tema escolhido, “crente” significa o que segue a Jesus. Foi usado assim no início do cristianismo. A Igreja era formada pelos crentes, ou literalmente pelos que haviam crido (At 2.44). Já então havia a preocupação em saber o que significa ser crente, e de modos diferentes, foi feita a mesma pergunta: somos crentes, e agora? Em resposta a ela foram escritos todos os livros do Novo Testamento. Cada um dos livros e das cartas do NT procura explicar em diferentes situações o que significa ser crente.

    E eles dizem que ser crente é: basear a fé na Palavra, no ensino, no Senhor, no evangelho, e na salvação pela graça (At 4.4; 13.12; 14.23; 15.7,11). É ouvir a Palavra de Deus através dos instrumentos humanos, e aceitá-la como verdade e moldando a vida por ela (At 2.41; 14.1 1 Co 3.1). Também é um privilégio concedido pela graça eletiva de Deus (At 13.48;18.27).

    Só aos crentes eram administrados os rituais de entrada na Igreja (At 8.12; 18.8); e eles recebiam o Espírito Santo quando criam (At 11.17; 19.2; Ef 1.13). Por isso formavam uma comunidade de convertidos e justificados (At 11.21;13.39); que se alegravam, abandonavam os hábitos pecaminosos e deviam praticar boas obras (At 11.21; 19.18; Tt 3.8). Os crentes eram salvos, mas precisavam ser ajudados (At 16.31;18.27).

    No Brasil, o termo “crente” por um tempo foi usado para rotular os que haviam se convertido ao protestantismo. Naquele tempo, a pergunta do tema não era muito necessária, pois todos sabiam que ser crente era ser diferente. É verdade que havia alguns costumes e tradições que não têm base no Novo Testamento. Mas, o crente era caracterizado por: ter deixado a Igreja Romana, não adorar imagens, não fumar, não beber, honrar o casamento, usar um estilo mais tradicional de vestimentas, ler e conhecer a Bíblia, cantar hinos que falavam da cruz, do céu, e da salvação, etc. Além disso, o crente era perseguido ou ignorado, sendo tratado como alguém inferior. Mas, em compensação, os crentes eram considerados honestos, pagavam suas contas em dia, honravam a palavra dada, não tinham o nome sujo no comércio, não usavam palavrões, não se metiam em confusões, e tratavam todos com respeito.

    O tempo passou, e o nome deixou de ser usado. Hoje o termo “evangélico” é o mais comum para indicar os protestantes. Mas, não foi só o termo que mudou. Na maioria das vezes o evangélico de hoje não faz nem sombra ao crente de outrora. Pode-se dizer que os evangélicos não adoram imagens, mas alguns estão adorando líderes, pastores, e têm algumas práticas como: sal grosso ungido, rosa ungida, água abençoado do rio Jordão, expressões mágicas para espantar demônios, e atrair as bênçãos de Deus (“tá amarrado em nome de Jesus”). Práticas estas que não ficam nada a dever à água benta, ao galho de arruda, ao sinal da cruz para dar sorte, etc.

    Alguns evangélicos de hoje bebem socialmente, se não fumam é mais por causa das campanhas antitabagistas em prol da saúde, do que por causa da fé. As roupas curtas, justas, transparentes e decotadas são as mesmas de qualquer outra pessoa. Seu conhecimento da Bíblia resume-se a frases de alguns textos que prometem prosperidade e cura, seus cânticos em ritmos mais modernos, não têm letra que trate as coisas de Deus com profundidade, antes expressam uma vitória fácil e sem compromisso, e uma alegria sem sofrimento.

    O evangélico não é mais perseguido nem ignorado. Os programas de TV apresentam os cantores evangélicos como estrelas. Em compensação, hoje, alguns evangélicos devem e não pagam, têm nome sujo no comércio, e nem sentem vergonha disso. Metem-se em confusão, divorciam-se caso não estejam do casamento, e casam novamente buscando a felicidade, achando tudo isso muito natural.

    A pergunta do tema é muito necessária. Precisamos entender o que significa ser crente à luz da Palavra de Deus. E depois de sabermos e entendermos a resposta, temos que nos deter diante de outra pergunta: SERÁ QUE SOU CRENTE MESMO?



  • COMO HONRAR OS PAIS?

    Na postagem anterior tratamos da dívida de honra que os filhos têm para com os pais. Qualquer pessoa que leva a Bíblia a sério concorda que é vontade de Deus que os filhos honrem seus pais. Mas pode-se perguntar: como posso honrar meu pai?

    Iremos verificar alguns textos em que direta ou indiretamente a Bíblia fala sobre os deveres que os filhos têm para com seus pais, ou pecados que são cometidos contra eles.

    Em Isaías 45.10, há um ai contra aqueles que questionam sua existência diante de seus pais.

    O contexto é de advertência contra aqueles que se revoltam contra Deus, e contendem com Ele sobre as condições de sua existência. Uma comparação é feita com um vaso de barro, algo que é frágil e perecível, que não tem poder nem autoridade para contender com o oleiro. É dito que o homem que se levanta contra Deus e os pais, por causa da vida que têm, é como um caco entre cacos que reclama do oleiro. O verso apresenta o absurdo e o ridículo desta situação.

    No entando alguns filhos cometem este pecado, especialmente adolescentes. Indagam o porquê de terem nascido. Quando a pergunta é resultado de um desejo de aprender, ela é bem vinda, e deve ser respondida com amor e sabedoria. Mas, quando é resultado de uma revolta diante da vida, de um descontentamento com a existência, acusando os pais como culpados de uma situação que os filhos não gostariam de ter, é uma maneira de desonrar os pais.

    Filhos que exigem direitos que estão além das condições dos pais, que reivindicam coisas que os pais não podem dar, e por causa disso se queixam de ter nascido, colocando a culpa em seus pais, estão se comportando como um caco que reclama do oleiro que faz dele um vaso. A atitude correta é a de alegrar-se, pois através de nossos pais, Deus nos deu a oportunidade de viver, e assim desfrutar do amor Dele.

    Uma segunda maneira de honrar os pais é a obediência. Isto é muito enfatizado na Bíblia. Veja os seguintes textos: Pv 6.20; 23.22, onde nos é aconselhado a obedecer nossos pais, mesmo quando eles ficarem velhos. E que a desobediência é uma maneira de desprezarmos os pais.

    Efésios 6.1,2 nos diz que devemos obedecer, é que isso é uma questão de justiça, e logo depois complementa que devemos honrar nossos pais, que é um mandamento com promessa. Em Colossenses 3.20, a ordem é repetida, só que com outra razão: obedecer aos pais é algo que agrada a Deus. Quando os filhos honram seus pais com obediência, Deus fica alegre. Muitos jovens estão procurando fazer a vontade de Deus, fazer o que agrada a Deus, devem começar dentro de casa, honrando seus pais com a obediência.

    Uma terceira maneira de honrar os pais é não falar mal deles. Isto nos é dito em Mt 15.4. O Senhor Jesus ajunta quatro textos do Antigo Testamento para enfatizar esta verdade (Ex. 20.12; Dt 5.16; Ex 21.17; Lv 20.9). Há filhos que vivem falando mal de seus pais, e criticando-os, diante dos próprios pais, e até dos colegas. Com isso estão desonrando seus pais. Nossos pais têm defeitos. Mas foram as pessoas que Deus escolheu para serem nossos pais. Quando os criticamos ou falando mal deles, estamos rejeitando a escolha divina para as nossas vidas. Além de ser uma ingratidão e injustiça, porque não compreendemos tudo que estava envolvido na atitude deles. Mesmo quando nossos pais agem errado, é nosso dever entregar a Deus, crendo que Ele é o Pai acima de nossos pais.

    A última maneira que quero destacar de honrar os pais se encontra em dois textos: Mc 7.11,12; e 1Tm 5:4,8. No primeiro destes textos Jesus censura os religiosos de seu tempo por usar erradamente a lei de Deus para impedir os filhos de ajudarem seus pais. Na época não havia sistema de aposentadoria, de modo que, quando os pais não podiam mais trabalhar, caso não tivesses condições de cuidar de si mesmos, seus filhos deviam assumir esta responsabilidade. Alguns filhos faziam acordos com os líderes religiosos, para entregar parte de suas posses, e assim se livrarem do dever de cuidar dos pais. Jesus desaprova isso, depois de citar o mandamento de honrar os pais.

    Na carta a Timóteo o apóstolo Paulo deixa claro que os filhos cristãos devem ajudar seus pais necessitados. Ele diz que isso é uma forma de recompensar o que os pais fizeram por eles. E que também isso agrada a Deus. Há filhos, que depois de crescidos, e desfrutando de uma situação boa na vida, não mais se importam com seus pais. Deixam-nos doentes, necessitados e carentes, como se isto não tivesse nada a ver com eles. No verso oito ele afirma que os filhos que não cuidam de seus pais estão negando a fé, e são piores do que os descrentes.

    Honrar os pais é um dever dos filhos que professam crer em Deus e seguir a Jesus Cristo. Pode-se fazer isso: agradecendo a Deus por terem pais que lhe deram a oportunidade de viver, ao invés de reclamarem por terem nascidos; obedecendo aos pais; não falando mal deles; e cuidando deles quando eles precisarem.

    Filhos, cumpramos nosso dever de honrar nossos pais.



  • A DÍVIDA DA HONRA

    “Que presente dar ao papai?” Penso que alguns filhos fizeram esta pergunta durante a semana. Diante das propagandas, promoções comerciais, etc., ficaram em dúvida quanto à homenagem para seus pais. Gostaria de lembrar, não um presente, mas uma dívida que cada filho tem com seu pai. A dívida da honra. Porque honrar os pais é uma dívida?

    Esta dívida é contraída no momento em que somos gerados. Em certo sentido nossa existência é devida ao nosso pai. Por isto devemos honrá-los. Depois que nascemos esta dívida cresce. O cuidado, as despesas, o carinho e o amor recebidos aumentam nosso dever de honrá-los. Mas, a maior razão para considerarmos esta dívida é a ordem de Deus. Você sabe quantas vezes a idéia de honrar aos pais aparece na Bíblia?

    Com as expressões “honra” e “pai” nove vezes, (Ex 20.12; Dt 5.16; Ml 1.6; Mt 15.4; 19.19; Mc 7.10; Mc 10.19; Lc 18.20; Ef 6.2). Jesus se referiu a este mandamento pelo menos duas vezes. Nas referências do Antigo Testamento a palavra “honrar” é equivalente a “glorificar, dar glória”, literalmente significa “reconhecer o peso que alguém tem”, e no sentido figurado quer dizer: “reconhecer a importância e valor de alguém”. No Novo Testamento significa “estimar”; “valorizar”, “respeitar”, etc. Deus ordena que os filhos reconheçam a importância, valor e respeito que os pais têm em suas vidas.

    Além destas nove versículos podemos considerar aqueles que são de ameaças para quem não honra: “Maldito aquele que desprezar a seu pai ou a sua mãe.” (Dt 17.16 ) A palavra traduzida como “desprezar” transmite a idéia de “tratar com desdém, desonrar, tratar vergonhosamente, estimar pouco”. Aquele que não honra o pai é amaldiçoado por Deus.

    Havia uma penalidade para quem não honrasse o pai “O que amaldiçoar a seu pai ou a sua mãe certamente será morto.”(Ex 21.17, repetido em Lv 20.9). A palavra “amaldiçoar” indica a atitude de tratar como insignificante, não dar a devida importância, rebaixar da posição que a pessoa merece e deve ter. Provérbios 20.20 acrescenta: “Quem amaldiçoa a seu pai ou a sua mãe, Apagar-se-lhe-á a lâmpada nas mais densas trevas.”. Deus há de punir os filhos que não tratam seu pai com a devida importância e valor.

    Para os filhos que, mesmo sem palavras, mas com olhos ridicularizam ou escarnecem do pai Provérbios 30.17 diz: Os olhos de quem zomba de seu pai, E de quem despreza a obediência a sua mãe, Os corvos do vale os arrancarão, E os filhos da águia os comerão.” A palavra “desprezar” neste versículo é o oposto de honrar, quer dizer “tratar com desprezo, considerar insignificante, sem valor”. A idéia é que aqueles que menosprezam seus pais, que não têm um pensamento digno quanto a eles, terão um fim trágico.

    A idéia de honra ainda aparece com outras palavras em Levítico 19.3a “ Cada um temerá a sua mãe e a seu pai,” . “Temer” neste contexto significa tratar com reverência e respeito. Deus exige que os filhos tratem os pais com o respeito e a reverência devidos a eles.

    Além das razões acima, devemos pagar esta dívida por conta dos bons resultados que ela traz. Quando observamos o mandamento de Ex 20.12 “Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá.”, notamos que a estabilidade de uma sociedade depende do respeito para com os pais. Quando a atitude de desonra para com os pais marca uma sociedade, ela se torna instável, e seus dias não serão muitos. Efésios 6.2,3 fala desta promessa aos indivíduos “Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa, para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra.”. Ter uma vida afortunada e longa é a promessa para quem honra aos pais.

    Pague a dívida, antes que não tenha mais condições de honrá-la.



  • UMA FÉ IMPRESSIONANTE

    Usamos o adjetivo “impressionante” para expressar uma reação de espanto, que é produzida por algo que nos deixa admirados ou chocados. De modo mais gráfico “impressionante” é o que nos deixa boquiabertos, isto é de boca aberta por ser algo além do normal, que ultrapassa o comum, que nos é estranho, que nos surpreende e/ou abala , por ser inesperado e maravilhoso.

    O termo equivalente na linguagem original do Novo Testamento expressa a idéia de ficar atônito ou maravilhado diante de algo surpreendente, prodigioso e/ou estranho. Várias vezes Jesus deixou as pessoas impressionadas ou maravilhadas com suas ações. Mas por duas vezes, o próprio Jesus ficou impressionado com a atitude das pessoas. Uma delas foi pela falta de fé, a outra pela qualidade da fé (Mc 6.6; Lc 7.9). O primeiro caso nós entendemos com mais facilidade, mas do segundo podemos dizer que é de se admirar que Jesus tenha ficado admirado com a fé manifestada por alguém.

    O episódio nos é contado em Lucas 7.1-9 e em Mateus 8.4-13. Ele ocorreu em Cafarnaum, cidade importante que se tornara a sede do ministério de Jesus na Galiléia. Ali havia um centurião, isto é um comandante de cem soldados do Império Romano. Seria o equivalente a um capitão em nossas forças armadas, o comandante de uma companhia. Ele se demonstra um homem com várias qualidades impressionantes .

    Ele demonstra um amor impressionante. Era um homem que amava os seus semelhantes. Isto é demonstrado no apreço que tem pelo seu escravo. O texto nos diz que ele considerava seu servo como muito precioso, estimado e querido. Não é comum pessoas de posição e autoridade demonstrarem apreço por quem lhe é inferior, ainda mais quando é uma posse que pode ser substituída, como era o caso dos escravos naquela época. Este escravo estava doente, em estado terminal, a beira da morte. Mateus nos conta que sofria de uma paralisia que causava terrível sofrimento.

    Ele também possui uma generosidade impressionante. Demonstra consideração pelo povo. Os próprios judeus testemunham que ele amava o povo. Algo também incomum, já que ele pertencia ao povo mais poderoso, que era o dominador dos judeus. Ele vê a sua posição como uma oportunidade para servir o povo, algo tremendamente singular até em nossos dias. Este amor é demonstrado em generosidade, pois havia construído a sinagoga daquela cidade. Mostra assim que tinha respeito pela religião dos judeus, e crença em Deus. Novamente algo de admirar-se, pois sendo romano, poderia ater-se mais aos seus deuses.

    Tem uma humildade impressionante . Pois mesmo tendo alta posição, muito respeito e admiráveis qualidades ele se julga indigno diante de Jesus. Ele acreditava em Jesus, pois tendo ouvido de Jesus ele crê que Jesus pode curar seu servo. Vê seu jovem escravo doente como um problema que era dele, e vê que em Jesus está a solução para este problema. Mas seu conceito de Jesus é tão alto, que ele sabe que não tem méritos suficientes nem para falar com Jesus pessoalmente. Ele teme comprometer Jesus, já que era gentio. Por isso pede que os líderes judeus na cidade sirvam de intermediários.

    Estes vão até Jesus e pedem com urgência e insistência. Isto enfatiza o respeito que tinham pelo centurião, e como simpatizavam com seu sofrimento pelo servo. Jesus concorda em ir com eles.

    Então se manifesta a qualidade mais impressionante e admirável neste homem, sua fé em Jesus. Ele reconhece a autoridade que Jesus tem. Sabe que Jesus é Senhor sobre tudo, inclusive sobre as doenças. Demonstra crer que a Palavra de Jesus tem poder para curar mesmo à distância. Ele diz que, da mesma maneira que tinha autoridade em sua área de atuação, Jesus também tinha autoridade sobre todas as coisas.

    Esta fé impressionou Jesus. Pois era a fé de um gentio com muitas qualidades admiráveis, mas que reconhecia que nenhuma era suficiente e adequada para ter méritos diante de Deus. Era a fé de um gentio que via o que os judeus não foram capazes de ver: Jesus era Deus, Senhor com poder onipotente. Não era apenas um curandeiro ou profeta, mas muito mais do que isso. Era a fé de uma autoridade respeitada, mas que tinha um respeito ainda maior pela vontade soberana de Jesus. Podemos dizer que Jesus ficou impressionado no sentido de maravilhado com a fé daquele gentio, mas também chocado porque, dentro de seu próprio povo não havia este tipo de fé.

    Nossa fé é do tipo que se aproxima de Jesus ressaltando nossos méritos? Que enxerga nossas qualidades como moeda de troca com Deus? Cremos no poder de Deus, mas também cremos na soberania de Deus? Aceitamos que Ele pode usar este poder no tempo e forma que Ele quiser? Aceitamos a autoridade de Jesus, ou nos sentimos em condições de exigir e dar ordens a Ele?

    Jesus também ficaria impressionado com nossa fé? Por ficar maravilhado, ou por ficar decepcionado?



  • A ORAÇÃO QUE AGRADOU A DEUS

    A fábula do gênio da lâmpada é muito conhecida. Alguém encontra uma lâmpada, esfrega-a, dela sai um gênio que pode atender aos pedidos feitos. Se isto fosse verdade, e se nós achássemos a lâmpada, o que pediríamos? Creio que a maioria de nós faria seu pedido pensando apenas em si mesmo, e nem estaríamos preocupados se o nosso pedido agradaria ou não ao gênio.

    A Bíblia nos conta sobre alguém que não encontrou uma lâmpada com um gênio, mas teve um encontro com Deus, e nele a oportunidade de pedir o que quisesse, que lhe seria dado. E a pessoa pediu não para agradar a si mesma, mas a Deus. Como pedir de modo a agradar a Deus? Como nossas orações podem agradar a Deus? Estando o exemplo de Salomão em 1ª Reis 3.2-15 podemos notar três características de uma oração que agrada a Deus.

    Uma oração que agrada a Deus é fruto de um amor a Deus. O texto nos diz que Salomão amava o SENHOR. Este amor foi demonstrado de duas maneiras: em obediência aos mandamentos de Deus e numa devoção generosa a Deus. Salomão amava a Deus, e por isso andava nos estatutos de Davi, que de fato eram ordens de Deus. A obediência é sinal de amor para com Deus. Isto aparece no decorrer de toda a Bíblia. Várias vezes no livro de Deuteronômio a obediência é ligada ao amor (Deut. 10.12). Também o Senhor Jesus Cristo reafirmou isso, dizendo que aquele que o ama guarda os seus mandamentos (João 14.15), e que quem tem os seus mandamentos e os obedece, que esse é o que de fato o ama (João 14.21). Nosso amor a Deus é demonstrado em nossa obediência aos mandamentos de Deus. Se não obedecemos é porque não amamos. Uma oração que agrada a Deus é resultado de um coração que ama a Deus, e demonstra isso em obediência.

    O amor de Salomão também foi evidenciado em sua devoção generosa. Ele foi adorar em Gibeão, que distanciava 10 km de Jerusalém. Ali estava o tabernáculo, só que sem a arca, pois Davi a havia levado para Jerusalém (1 Cr 1.2-6). Nessa adoração Salomão ofereceu mil holocaustos. Este era o sacrifício totalmente queimado. Nada dele era consumido pelo ofertante. Foi um derramamento de amor e gratidão ao Senhor. Mil animais totalmente queimados, só para o Senhor, só para agradá-lo. Tudo virando fumaça e subindo para Deus, nada ficava para Salomão ou para os outros ofertantes. Uma manifestação de devoção, de total falta de interesse próprio na adoração.

    Nosso amor também se manifesta em doação. Tal qual a mulher que derramou o vaso de essência de perfume sobre os pés de Jesus. Uma extravagância de generosidade, que demonstra um amor extravagante. Salomão também manifesta este mesmo tipo de amor. Nossa adoração deve envolver uma manifestação generosa de amor. Com abundância de nossa parte em doar-nos a Deus. Dar nosso tempo, recursos, atenção, devoção, de forma generosa e não mesquinha. Uma oração que agrada a Deus brota de um coração que ama a Deus e manifesta esse amor em devoção generosa.

    Uma oração que agrada a Deus baseia-se na graça de Deus. É muito interessante o fato de que quando Deus aparece a Salomão e lhe dá a oportunidade de pedir o que quisesse, ele relembra a graça de Deus, antes de fazer seu pedido. Penso que alguns de nós, se tivéssemos a oportunidade que Salomão teve iríamos fazer logo a nossa lista de pedidos e teríamos olhos apenas para as nossas necessidades.

    A palavra que é traduzida como “graça” ou “bondade” reflete a idéia de um compromisso fiel assumido por alguém visando socorrer e ajudar outra pessoa, mesmo que não haja nesta, méritos para isso. Salomão vê a manifestação da graça de Deus de duas maneiras: na obediência de seu pai Davi e no fato de Salomão estar no trono reinando em lugar de Davi.

    Nossa oração irá agradar a Deus se tivermos olhos para apreciar tanto nosso passado como nosso presente como resultados da graça de Deus. Se entendermos que não possuímos méritos, nem temos condições de exigir nada de Deus. Mas tudo que Ele já nos deu e fez por nós, foi apenas por conta de Sua misericórdia para conosco.

    Uma oração que agrada a Deus prioriza o Reino de Deus. Após relembrar a graça de Deus, Salomão faz seu pedido. O qual indica sua preocupação em cumprir a missão que Deus tinha lhe dado.

    Ele reconhece que não tem condições de realizar o serviço que Deus tinha lhe confiado. Sabe também que a obra é muito grande e importante, pois se trata do povo de Deus. Vê o cargo de rei como uma oportunidade para exercer justiça, servindo a Deus. Ela não entende que sua posição é para conseguir vantagens para si mesmo, mas um meio de servir ao povo de Deus.

    Então pede o que ele mais precisa para desempenhar a função recebida: sabedoria para discernir entre o certo e o errado, o falso e o verdadeiro, e assim poder governar corretamente o povo de Deus. A sabedoria que ele pede não é para se tornar conhecido e famoso, mas conhecimento da realidade da vida para servir ao Reino de Deus.

    Na oração do Pai nosso Jesus nos ensinou a mesma coisa. Antes de pedir para nós, temos que pedir par o reino. Os primeiros três pedidos desta oração são: santificado seja o TEU nome, venha o TEU reino; seja feita a TUA vontade. E só então vem o pão NOSSO de cada dia.

    Se queremos agradar a Deus com nossas orações devemos pedir priorizando o Reino de Deus, pedir pensando em cumprir a missão e serviço que Deus nos confiou. Peça por amor a Deus, peça baseado na graça de Deus, peça pensando no Reino de Deus.



  • DIANTE DA OPOSIÇÃO, PLANEJA-SE O FUTURO COM ORAÇÃO

    O que deve ser feito quando temos uma missão a cumprir, mas enfrentamos oposição? A resposta pode ser múltipla, mas ela deve incluir duas atitudes: não desistir e planejar o futuro da missão com oração. Isto nos é ensinando através do exemplo de Jesus em Lucas 6.12,13.

    Lucas nos diz que o acontecimento narrado aqui se deu “naqueles dias”. Anteriormente ele narrou incidentes que mostram a oposição a Jesus aumentando(6.1-11). O momento era crítico, os inimigos estavam querendo acusar Jesus (6.7). Tornam-se tão cheios de ira que não podiam nem pensar direito. São tomados por uma fúria extrema, daquelas que leva a pessoa a perder a sensatez. Então ficam planejando o que fazer com Jesus (6.11). Jesus vê seus inimigos aumentando, e sabe que um dia O matariam.

    Ele também planeja o que vai fazer, não contra os seus inimigos, mas a favor da obra que tinha que realizar. Enquanto os inimigos de Jesus conversam uns com os outros para saberem o que fazer, Jesus conversa com Deus Pai.

    A adversidade, os problemas, a oposição, as dificuldades, não fazem Jesus desistir, mas o impelem a buscar a orientação de Deus. Ele olha para o futuro, para a missão depois Dele, e se coloca diante do Pai para receber a direção. Sua visão não se prende apenas aos problemas do momento, mas busca em Deus Pai a visão e forças necessárias para tomar as medidas cabíveis para o prosseguimento da obra.

    Diante de circunstâncias pressionadoras, atmosfera ameaçadora, Ele sabe que precisa fazer uma escolha influenciadora e importante para que a obra não parasse. E faz isso depois de passar uma noite em oração.

    Ele vai a um lugar adequado, a um monte, onde poderia estar sozinho em oração. Também faz isso numa hora adequada, quando Ele não seria interrompido. Ele se afasta das atividades, da oposição, das possíveis distrações, para conversar com o Pai.

    Ele também ora de maneira adequada à situação. Ele atravessa a noite toda em oração. A idéia da palavra é que Ele passou a noite vigiando, acordado em oração. Demonstra como Ele considerava a questão importante, e como Ele valorizava a oração. Consideramos o sono uma necessidade vital. Não conseguimos funcionar bem se não dormirmos o suficiente. Só perdemos noites de sono por questões que julgamos deveras importante. E para Jesus, a oração a Deus para dar prosseguimento à obra era algo que valia uma noite sem sono, mas em oração.

    A expressão “orando a Deus” também poderia ser traduzida como “Oração de Deus”, indicando que foi uma oração com fervor e entusiasmo. Uma oração cheia de vigor, enfática e intensa. Expressa a idéia de uma oração veemente, que clama fortemente a Deus, com grande importunação, devoção e ávida por uma resposta.

    O resultado foi a escolha dos doze apóstolos. E podemos dizer que cada um deles cooperou para que a obra fosse consumada. Um de maneira negativa, mas os outros onze de maneira positiva. Como resultado desta escolha, que foi fruto de oração, o evangelho se espalhou pelo mundo, e chegou até nós. Daqueles doze escolhidos, onze mudaram o mundo levando avante a missão de Jesus.

    Nós também temos uma obra a realizar. Também enfrentamos oposições e adversidades. Pode haver pessoas iradas conosco, planejando maneiras de nos atrapalhar. Não devemos desistir, nem olharmos apenas para as ameaças e obstáculos que estão no nosso caminho. Mas em oração planejar para que a obra seja completamente realizada. Diante de problemas, devemos clamar a Deus e avançar.

    Vamos gastar nosso tempo em oração buscando a orientação de Deus. Escolhendo lugares e momentos quando não seremos interrompidos. Escolher horas que possam ser exclusivas para Deus.

    Diante de desafios, o que se espera do seguidor de Jesus, é que Ele busque com devoção a orientação de Deus, em oração.



  • Seu filho precisa de EXEMPLO

    O método através do qual aprendemos de forma mais eficaz é a imitação. Todos nós aprendemos por imitarmos outras pessoas. Desde pequeno estamos olhando para como os outros fazem, para então fazermos também. Creio que você já observou um grupo de adultos conversando, e alguém conta algo engraçado e todos dão risadas, se houver uma criança perto, ela também irá rir, mesmo sem entender nada, apenas pela imitação. Você já deve ter visto seu filho fazendo coisas que você faz, mesmo que estas coisas não sejam de crianças, por exemplo: o manuseio de uma ferramenta, o sentar-se ao volante do carro e fingir dirigir, etc.

    Paralelo a isto podemos dizer que uma das maneiras mais eficazes de ensinar é pelo exemplo. É bem conhecido o ditado que diz: tua vida fala tão alto que não posso ouvir o que você diz. Se nossos filhos aprendem por imitação, então eles precisam de bons exemplos para aprenderem coisas boas. Caso contrário,

    estarão aprendendo dos maus exemplos.

    O livro de Provérbios enfatiza esta verdade de que os filhos precisam de bons exemplos da parte dos pais. No capítulo 14 verso 26 diz “No temor do SENHOR há firme confiança e ele será um refúgio para seus filhos.Duas verdades são colocadas aqui, e a segunda é resultado da primeira: temer a Deus é fator de segurança, quando obedecemos a Deus nós temos esperança de uma vida segura e confiante; o resultado disso é que o homem que teme a Deus será um lugar de refúgio para seus filhos. Seus filhos poderão confiar nele, correrão para ele nos momentos tempestuosos da vida e encontrarão um abrigo seguro. Um pai que obedece a Deus tanto desfruta de segurança quanto passa segurança para seus filhos. E assim mostra para eles, que uma vida segura depende de confiar em Deus.

    Também no livro de Provérbios 20.7 está escrito: “O justo anda na sua integridade; felizes lhe são os filhos depois dele.” Novamente podemos ver duas verdades afirmadas, uma como conseqüência da outra. Aquele que é justo manifesta isso em sua maneira de viver, ele vive de acordo com a verdade e a justiça, conforme aquilo que é certo, correto. Esta maneira correta de andar traz felicidade para os filhos.

    Os pais precisam estar cientes de que os filhos sofrem os resultados de suas escolhas, de seu modo de vida. Pais que não vivem de acordo com a justiça de Deus, estão semeando aquilo que os filhos vão colher. Pais que vivem em mentiras, vícios, brigas, que são beberrões, além de passarem um exemplo ruim, também estão estragando sua própria saúde, causando prejuízos financeiros, trazendo vergonha e desarmonia para a família, e assim estão prejudicando seus filhos.

    Já pais que vivem de forma correta, da maneira como Deus estabeleceu, além do exemplo, terão tempo, conhecimento e respeito para influenciarem seus filhos para o que é bom. E assim estão plantando os frutos da felicidade para os filhos.

    Estamos acostumados a pensar que apenas os filhos são o orgulho dos pais, mas o livro de Provérbios nos diz que os pais também são o orgulho, a glória e a beleza de seus filhos. No capítulo 17 verso 6 é dito que o orgulho dos filhos são seus pais. A maneira dos pais procederem mostrará para os filhos o que eles devem valorizar e achar bonito. Sabemos que alguns filhos sentem vergonha de seus pais, isto é devido ou ao modo como seus pais se comportam, ou aos valores invertidos que eles comunicaram para os filhos.

    Em Provérbios 31.28 é dito que os filhos da mulher virtuosa a chamam feliz, isto é abençoada. Isto demonstra que os filhos reconhecem a virtude que há nesta mulher. E eles se sentem felizes e orgulhosos com a virtude de sua mãe.

    Há alguns anos ouvi uma história bem ilustrativa. Um avô que morava com a família já não tinha mais o controle de seus músculos. Por isso na hora da refeição, babava, derrubava as coisas, e deixava a mesa suja. Sem mais suportar aquilo seu pai decidiu colocá-lo numa mesa longe do restante da família, e fez para ele prato de madeira. Alguns dias depois viu seu filho pequeno tentando manusear ferramentas e um pedaço de madeira, e perguntou o que o filho queria fazer. Este respondeu: um prato para quando o senhor ficar velho como o vovô.

    Nossos filhos aprenderão conosco. A questão não é se estamos ensinando, de fato estamos ensinando, mas sim o que estamos ensinando. Nossos filhos nos imitarão, a questão não é se nossos filhos vão nos copiar, eles vão nos imitar, a questão é o que estamos deixando para ser imitado. Quanto de nós já não nos pegamos a repetir palavras e jeitos de nossos pais? Mesmo de forma inconsciente eles nos formaram. E nós também estamos formando nossos filhos. E eles precisam de pais que sejam exemplos, bons exemplos.



  • SEU FILHO PRECISA DE DISCIPLINA -2ª PARTE





    Uma das funções inerentes à paternidade é a de disciplinar. Ser pai significa ter que corrigir e orientar os filhos. Alguns pais não querem assumir esta responsabilidade, mas isto é cometer o pecado de omissão. Como visto no artigo passado, a Bíblia exorta os pais a disciplinarem seus filhos. Vamos continuar nosso estudo, observando como deve ser esta disciplina conforme o livro de Provérbios.

    A disciplina deve ser aplicada enquanto há esperança de correção, mas sem excesso. Isto é ensinado em Provérbios 19.18. A palavra traduzida como “castiga” é o termo “disciplina” que estamos estudando. Neste versículo percebemos que a disciplina implica em certo castigo físico, algo que provoca dor ou desconforto na pessoa disciplinada. Mas também notamos que ela só é eficaz quando há esperança. Isto nos mostra que, depois de certo tempo a disciplina não mais funciona. Além disso, o versículo nos adverte para não exagerar na aplicação da disciplina, de modo que venha a destruir o filho. O alvo da disciplina deve ser o de edificar, corrigir, educar a criança, não destruí-la. Alguns pais disciplinam seus filhos quando estão com raiva e nervosos, usando palavras e gestos grosseiros, e assim ao invés de educar, acabam por ferir e destruir a estima e esperança de seus filhos. A disciplina deve ser aplicada com calma, sem perder de vista seu propósito, que é a edificação e a correção.

    A disciplina produz filhos com juízo. Em Provérbios 22.6 diz que a falta de juízo, isto é a incapacidade de agir com bom senso, está unida ao coração da criança. Isto é muito interessante, pois nossas idéias normalmente são de que as crianças são ingênuas e até boazinhas. Mas a Palavra de Deus diz que elas já carregam a falta de bom senso. E a solução para isso é a disciplina, que vai manter a criança longe do erro. Pais que disciplinam estão ensinando seus filhos a agirem com juízo e bom senso.

    Provérbios 29.15 confirma a mesma verdade acima, só que focalizando o lado positivo. A disciplina produz sabedoria nos filhos. Neste verso é confirmado que a vara (disciplina física) acompanha a correção, e que o uso das duas dão sabedoria à criança. Para se ter um filho sábio é preciso usar o castigo e a disciplina. Nossa natureza tende para a insensatez, não buscamos a sabedoria por iniciativa própria. Você já deve ter percebido que o que é errado não é preciso ensinar, a criança aprende sem que ninguém ensine. Nossos filhos surgem com palavras, gestos e comportamentos atrevidos e errôneos, que nunca ensinamos. Mas o que é certo dá trabalho para a criança aprender, tem que reforçar o ensino com disciplina.

    Outra verdade atestada pelo mesmo versículo é que a criança deixada sem disciplina, isto e, deixada por si mesma, em liberdade, vai trazer vergonha para seus pais. Quantos pais são envergonhados pelo comportamento dos filhos! Na escola, mesmo nas igrejas, e outros lugares, eles têm que agüentar a vergonha que os filhos lhes trazem com suas atitudes, e isto porque não disciplinaram.

    A disciplina livra a alma do inferno. Isto nos é dito em Provérbios 23.13 e 14. Nossos pecados nos levam à morte eterna, esta é uma verdade atestada na Bíblia. Pais que disciplinam seus filhos estão lhes prestando um valor eterno. Pois com a disciplina estes meninos serão corrigidos, e assim não perderão suas almas, não irão para o inferno.

    A disciplina faz bem aos pais. Em Provérbios 29.17 vemos que a disciplina, além de produzir efeitos nos filhos, traz bons resultados para os pais. Pais que disciplinam seus filhos vão colher descanso e delícias. Isto é, não terão as preocupações de filhos trabalhosos, e sim o prazer e a alegria causadas por filhos bem criados.

    A escolha é de cada pai: disciplinar ou não seu filho. E assim ele também está escolhendo se vai ter vergonha ou alegria. Se não disciplinar vai passar vergonha. Mas se disciplinar vai ter alegria.



  • SEU FILHO PRECISA DE DISCIPLINA - 1ª PARTE

    Disciplina não é uma palavra muito apreciada. Pelo contrário, ela é nos provoca aversão. Preferimos fazer o que queremos, na hora que quisermos. Desde cedo isto é manifestado. Mas, esta atitude traz destruição para nossas vidas. Uma pessoa sem disciplina caminha para o prejuízo certo. Para impedir que cresçamos sem disciplina Deus nos deu pais. É dever dos pais disciplinar os filhos. Deus também nos disse como disciplinar.

    O termo que o Antigo Testamento usa para “disciplina”, comporta as idéias de: julgar, argumentar para convencer, repreender verbalmente, castigar fisicamente, reprovar um comportamento. Tudo isso é ligado pelo sentido original da palavra que é “mostrar o que é correto”. Entendemos que para mostrar a maneira certa de viver, um pai deve julgar o comportamento do filho, argumentar para mostrar o que é o certo a fazer, repreender verbalmente quando este comportamento estiver errado, e quando necessário, reforçar a repreensão com castigos físicos.

    Isto pode parecer fora de moda, mas é o que a Bíblia ensina. Vamos observar alguns versículos, apenas no livro de Provérbios, e apresentar algumas características da disciplina que os pais devem aplicar aos filhos.

    A disciplina é um sinal de amor. Em Pv 3.12 temos duas afirmações unidas por uma comparação: Deus disciplina aqueles que Ele ama, assim como o pai disciplina aquele que quer bem. Podemos tirar três conclusões disto:

    1) A disciplina tem como padrão a pessoa de Deus. Ele é o Supremo Pai, e Ele disciplina seus filhos. Ele tem compartilhado com os pais terrenos está responsabilidade, a de disciplinar seus próprios filhos.

    2) A disciplina é uma maneira de valorizar o filho. A expressão “quer bem” indica a idéia de “manifestar favor”, “alegrar-se com”, “desejar o bem de”. Sendo assim, um pai que disciplina seu filho está demonstrando que deseja o bem dele, e que o filho lhe é um tesouro muito precioso, no qual ele se alegra.

    3) Amar é desejar o bem da outra pessoa. No verso, “ama” faz paralelo com “quer bem”. Um pai que quer que seu filho se dê bem na vida, irá discipliná-lo quando necessário. Amar um filho não é sinônimo de satisfazer-lhe as vontades, mas de fazer o que for necessário para o bem dele. Com certeza, um pai que procura aprender da Palavra de Deus, sabe o que é bom para o seu filho.

    A disciplina deve começar cedo. Pv 13.24, também nos traz duas afirmações, só que desta vez ligadas por oposição: aquele que não faz uso da vara aborrece a seu filho, mas, aquele que ama o seu filho, desde cedo o disciplina. Além de confirmar que a disciplina é um ato que demonstra amor, outras conclusões podem ser alistadas.

    1) A disciplina pode ser dolorosa, inclui o castigo físico. O termo vara indica algo usado para castigar, causar dor (Ex 21,20). O exemplo também vem de Deus, Ele também usa situações dolorosas para disciplinar seus filhos (2 Sm 7.14; Is 10.15).

    2) O fato de um pai não querer infligir dor a seu filho quando este necessita de disciplina, não é sinal de amor, mas de ódio. O não disciplinar indica que o pai está mais preocupado consigo mesmo, com o que outros vão pensar, com o que o seu filho vai achar dele, em não querer criar problemas em casa, passar por constrangimentos, ou desconfortos, que uma disciplina traz. Este pai não está pensando no bem do filho, mas apenas no seu próprio bem-estar.

    3) A disciplina deve começar cedo na vida da criança. O pai que espera o filho ficar mais taludo, pode já ter começado tarde demais, e a disciplina não mais funcionar.

    Se você ama seu filho, você irá discipliná-lo, desde cedo. Agora se você não o ama, deixe ele crescer do jeito que ele quiser, e depois, agüente.



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