Distintivos Batistas Regulares

O conteúdo deste artigo faz parte da publicação "Os Distintivos Batistas Regulares", publicado pela Editora Batista Regular. Escrito por: MARK A. SWEDBERG, ALMIR M. TAVARES, RICHARD MATHEWS E JOSÉ BEZERRA FILHO.

1º Distintivo – Bibliologia: A autoridade e infabilidade da palavra de Deus

Conceito Teológico
A Bíblia, nos seus 66 livros, é a palavra de Deus revelada em linguagem humana, escrita por homens santos de Deus e inspirada pelo Espírito Santo (2 Timóteo 3.15—17; 2 Pedro 1.20—21) de tal forma que cada palavra de toda a Bíblia, nos manuscritos originais, é a Palavra de Deus (Mateus 5.18). Todo o seu conteúdo é a verdade, sendo completamente isento de erros (João 10.35; 17.17). A Bíblia é a única autoridade do crente em matéria de fé e prática, padrão de avaliação da doutrina e conduta humanas (Hebreus 4.12), cujo propósito é comunicar a natureza e vontade de Deus ao ser humano (Romanos 10.17; 2 Timóteo 3.15—17). Ela deve ser interpretada de forma literal, ou seja, entendida no seu sentido normal. Ela também é suficiente, sendo relevante para o cristão moderno e contendo tudo que ele necessita para a vida e piedade.

 

História
O cânon (lista de livros incluídos) do Antigo Testamento foi estabelecido até os dias de Jesus e considerado autoritativo por Ele (Mateus 23.35—36; João 10.35). O cânon do Novo Testamento foi estabelecido nos primeiros séculos depois de Cristo. Orígenes (185–254) popularizou o método alegórico (não literal) de interpretação bíblica. Durante a Idade Média, a Igreja Católica concedeu aos pais e à tradição da igreja autoridade igual à da Bíblia. Houve oposição a isto, o que culminou com a Reforma Protestante (a partir de 1517). Os protestantes fizeram das escrituras a autoridade final para a fé e prática e retornaram ao método literal de interpretação bíblica. A Igreja Católica acrescentou sete livros apócrifos ao
cânon das escrituras no Concílio de Trento em 1546. No final do século XIX surgiu o liberalismo teológico, que rejeitou várias doutrinas fundamentais do cristianismo, inclusive as doutrinas
da inspiração e da inerrância bíblica.

Divergências Denominacionais e/ou Heréticas

  • A Igreja Católica não só acrescentou os livros apócrifos ao cânon da Bíblia, mas também aceita a tradição humana e o Papa como autoridades iguais à da Bíblia.

  • As teologias liberal e neo-ortodoxa rejeitam a inspiração e inerrância das Escrituras.

  • O neo-evangelicalismo admite erros na Bíblia, especialmente nas áreas de ciência e história.

  • Seitas como Adventistas do Sétimo Dia, Testemunhas de Jeová, Mórmons e Espíritas reverenciam outros escritos além da Bíblia, aos quais cedem autoridade igual ou superior às escrituras.

  • Rejeitamos qualquer tentativa de se contextualizar as escrituras em que elas sejam subordinadas aos costumes ou crenças de alguma cultura.

  • Rejeitamos qualquer tentativa de se estabelecer uma versão das escrituras como sendo a única aceita pela igreja.
     

2º Distintivo – Teologia: A pessoa e obra de Deus

Conceito Teológico
Há um só Deus (Êxodo 20:2—3; Deuteronômio 6:4) que existe eternamente em três pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo (Mateus 28.19). Estas três pessoas são iguais em poder, atributos e glória, mas executam ofícios distintos (João 3.16; 5.19—23; 10.30—39; 14.16—17; 16.5—15). Por ser único, somente Deus é digno de adoração. Ele é santo, justo e amor (Êxodo 34.6—7; Isaías 6.1–4; Tiago 1.13, 16—7; 1 Pedro 1.15—16; 1 João 1.16). Ele é o rei eterno, imortal e invisível que habita em luz inatingível e cheia de glória (1 Timóteo 1.17; 6.15—16). Ele criou o universo diretamente, sem o uso de matéria preexistente e fez isto em seis dias normais, sem utilizar qualquer processo de evolução (Gênesis 1.1-31; Êxodo 20.11; Hebreus 11.3).

História
Embora a doutrina da triunidade de Deus seja bíblica e fundamental ao cristianismo, a palavra “trindade” não aparece nas Escrituras, nem a doutrina é explicada de forma sistemática. Por isso, a doutrina ortodoxa da trindade foi desenvolvida através de muitos anos e em meio a grandes controvérsias. Tertuliano (160–222) foi o primeiro a usar a palavra “trindade”. A controvérsia culminou com a disputa entre Ario (morto em 336), que rejeitava a divindade de Jesus e a tripersonalidade de Deus, e Atanásio (296–373), que afirmava ambas. A posição ortodoxa foi adotada pela igreja no concílio de Niceia (325) e reafirmada no concílio de Calcedônia (451).Em tempos mais recentes, sugiram muitos outros ataques à doutrina de Deus. O Deus do deísmo é tão transcendente que não se envolve com os assuntos deste mundo. Mais recentemente tem surgido um Deus tão imanente (isto é, próximo ou deste mundo), que tem perdido sua santidade, soberania e glória. O Deus bíblico é tanto transcendente, quanto imanente. A teoria da evolução foi popularizada pelos esforços do inglês Charles Darwin (1809–1882). Esta teoria, ao afirmar que o mundo atual veio a existir através de um processo de evolução que levou milhões de anos, nega que Deus tenha criado o mundo em seis dias. Muitos cristãos tentam conciliar a teoria da evolução e o ensinamento da Bíblia. Os Batistas Regulares sempre rejeitaram tanto a teoria da evolução quanto qualquer tentativa de conciliá-la com a Bíblia.

Divergências Denominacionais e/ou Heréticas

  • O politeísmo ensina que há muitos deuses.

  • O panteísmo nega que Deus seja distinto da Sua criação e afirma que tudo é Deus e Deus é tudo.

  • O deísmo nega que Deus se envolva com este mundo.

  • O islamismo adora um deus falso, Ala.

  • A Igreja Unitariana e as Testemunhas de Jeová negam que Deus seja tripessoal.

  • A teoria da evolução e a evolução teísta negam que Deus tenha criado o mundo em seis dias a partir do nada.

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