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Reflexão para o "Dia do Batista Regular"

O dia do Batista Regular foi instituído em 2018 e é comemorado sempre no terceiro domingo de novembro

Foto da Igreja Batista Regular em São José de Mipibú-RN

“Edificarei a minha igreja” (Mt. 16:18), prometeu Cristo aos discípulos. O cumprimento dessa promessa pode ser visto olhando para a história da igreja através dos séculos, desde o seu início naquele dia de Pentecostes (conforme Atos 2). Desde então, pelo poder do Espírito Santo, sempre têm existido povos de várias línguas e nações que creem em Jesus Cristo, ensinam a sã doutrina e pertencem à verdadeira igreja do Senhor.


Dentre as várias denominações que reúnem grande parte desse povo que é propriedade exclusiva de Deus, estão os cristãos denominados “batistas”. A origem histórica deles deu-se a partir do século XVII, advindos do separatismo inglês, durante a Reforma em curso na Europa, quando Henrique VIII, rei da Inglaterra, rompeu com a Igreja Romana, mas manteve uma estrutura romanista na recém Igreja Anglicana.


Naquele contexto, dois grupos (os “puritanos” e os “separatistas”) surgiram contrários ao anglicanismo. Os separatistas queriam ter igrejas independentes do Estado e cultuar a Deus com liberdade. Então, por não conseguirem tais mudanças, emigraram para a Holanda, onde foram liderados por John Smyth em 1607 e receberam forte influência de outro movimento protestante, os anabatistas. Já em 1611, Thomas Helwys e mais dez crentes da congregação liderada por Smyth voltaram para a Inglaterra e organizaram a primeira Igreja Batista, perto de Londres.


Com a permanência de uma forte intolerância religiosa na Inglaterra, no início do séc. XVII vários batistas procuraram refúgio em terras norte-americanas. Lá, a questão da escravatura produziu a formação da Convenção Batista do Norte (anti-escravista) e a Convenção Batista do Sul (escravista). Séculos depois, o cristianismo evangélico enfrentou crescentes ataques na segunda metade do século XIX e na primeira parte do século XX, desafiando as doutrinas fundamentais da fé cristã bíblica. Nesse cenário marcado por intensos embates doutrinários, os batistas romperam com sua denominação liberal (Convenção Batista do Norte) para criar a Associação Geral de Igrejas Batistas Regulares no ano de 1932 e a Associação Batista Conservadora em 1947. Criado nesse intenso campo de batalha em torno das crenças fundamentais do cristianismo, o termo “regular”, em sua origem, é sinônimo de conservadorismo doutrinário e prático.


A chegada dos Batistas Regulares ao Brasil ocorreu pelas ações do protestantismo de missão (aquele que se expande através do envio e ação de missionários). A partir dos anos 1936, duas agências missionárias dos EUA começaram a enviar seus missionários ao nosso território. São elas: Baptist Mid-Missions (BMM) e a Association of Baptists for Word Evangelism (ABWE). Inicialmente, seus missionários dedicaram-se ao evangelismo e implantação de igrejas pelo Ceará, Amazonas, Acre e Rio Grande do Norte.


O primeiro missionário de origem Batista Regular no Rio Grande do Norte (RN) foi Robert Standley, em 1942, enviado para Mossoró, pela ABWE. Mais tarde, a igreja que ele fundou integrou-se ao movimento da Convenção Batista. Contudo, foi através do casal Carlos e Adelaide Mateus que a denominação Batista Regular se estabeleceu no RN com bases sólidas que garantiram uma forte expansão tanto pelo Nordeste quanto em âmbito nacional. Com o auxílio de obreiros estrangeiros e nativos, a família Mateus foi responsável pela implantação de dezenas de igrejas locais pelo estado, a criação de um seminário teológico (hoje SIBB), um acampamento (Elim) e as associações estadual e nacional da denominação batista regular.


Carlos e Adelaide chegaram ao Brasil em 1932 (Paraíba) pela “União Evangélica para a América do Sul”. Seis anos depois, mudaram-se para a cidade potiguar de São José de Mipibú, onde organizaram oficialmente uma igreja local em 1939, então chamada de Igreja Batista Independente. A filiação do casal ao movimento batista regular, por meio da ABWE, ocorreu somente em 1944.


Em 1946, com o nome de Federação de Igrejas Batistas Regulares do Nordeste do Brasil, nasceu a primeira associação estadual de igrejas do movimento, hoje conhecida como AIBRERN.


De acordo com dados de pesquisa realizada em dezembro de 2016, dos 165 municípios do RN, os Batistas Regulares estão presentes em 34 deles, através de 37 igrejas locais, 27 congregações e 8 pontos de pregação, totalizando o número de 2.322 pessoas como membros da nossa denominação (fonte: secretaria da AIBRERN).


Nesse “Dia do Batista Regular”, podemos dizer “Com efeito, grandes coisas fez o Senhor por nós; por isso estamos alegres” (Sl. 126:3). No entanto, permanece a urgência de fazermos Cristo conhecido e vivermos para a glória do Senhor, “erguendo os olhos e vendo os campos”, trabalhando fielmente, aguardando a “bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus” (Tt. 2:13).


Pr. Charles Nascimento

Mossoró, RN, 14/11/2018


FONTE: http://www.aibrern.com.br/index.php/2018/11/13/dia-do-batista-regular/


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